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QUILOMBOS URBANOS - Semeando em concreto

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Inscrições abertas de 04/11/2015 a 05/12/2015 às 23:59 .
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O Projeto visa a criação coletiva do conceito "quilombos urbanos" através de encontros com coletivos que assim se identificam.

Descrição

O que são Quilombos urbanos?
O que é Quilombo para cada um de nós, e para cada coletivo?

Para a pergunta que chegava aos ouvidos, ao invés de uma resposta, outras tantas perguntas eram gestadas: O que é um quilombo hoje? Um refúgio? Mas do que fugimos? Ao que re-existimos? Pois se o Quilombo era o local para onde fugiam os escravos em busca da liberdade, de uma vida sem correntes, sem capataz e reis, sem donos da terra e da vida, porque esta questão é levantada hoje, após mais de 100 anos de abolição da escravatura no Brasil? Assim iniciamos o projeto “Quilombos Urbanos Semeando em Concreto” com o objetivo de promover encontros para pensar e debater coletivamente essas perguntas com as pessoas da periferia de São Paulo que resgatam e mantém viva a cultura afro brasileira ou indígena. As primeiras repostas vieram dos companheiros e companheiras da Comunidade Cultural Quilombaque: Quilombo é um espaço geográfico, uma maneira de viver, uma busca, um porvir. Logo percebemos que haviam vários conceitos dentro do conceito e que não era tão obvio assim definir o que significava o quilombo contemporâneo e porque tínhamos o quilombo como referência.

A origem de Quilombos no Brasil, respondem a um tempo e espaço, o período histórico onde era legal o tráfico de povos africanos para o trabalho escravo. O Quilombo surge como um refúgio clandestino para pessoas escravizadas que conseguissem fugir dos capatazes e capitães do mato. Esses refúgios eram em regiões afastadas e lá se criava novas formas de subsistir e existir para garantir a sobrevivência dessa comunidade. Técnicas de guerrilha, plantio e urbanização eram criadas e cultivadas. Hoje o trabalho escravo é ilegal, mas permanece a exploração e a precarização do trabalho para “poupar gastos”. Em resposta a esses fatores, na cidade de São Paulo, surgiram vários coletivos que trabalham através da arte e cultura. Através da dança, teatro, música, e organização sócio-política, coletivos da periferia da cidade se organizam para defender as comunidades da violência institucional, policial e social. Desde os mutirões de encher laje até os encontros de hip-hop, grande parte das comunidades vem enfrentando seu cotidiano de exclusão, resistindo e buscando condições mais dignas de sobrevivência. E são esses coletivos que constroem espaços e alternativas de trabalho e lazer, porque a colonização mental ainda se faz presente. Alem disso uma legalidade ambígua mantém e garante a privação dos direitos das mulheres, negros, indígenas e imigrantes. Só uma porcentagem muito pequena de terras reivindicadas pelas comunidades tradicionais remanescentes de quilombos é legalizada. O direito de uso da maioria das terras pelos quilombolas é negado.

O quilombo contemporâneo é formado pela necessidade de criar outros espaços de relação humana.

Os quilombolas contemporâneos das cidades sonham um pensamento periférico, em favor da agregação social, pela disposição de dividir os bens, pela cuidado com o bem comum. Por estar distante do centro e suas informações, sejam essas culturais ou políticas, é importante se fortalecer através da união, da criação do bando. Esse empoderamento busca que todos possam dialogar, com menos diferença e discriminações. Em nosso processo de pesquisa, visitamos os quilombos do Campinho, do Camburi e da Fazenda em Ubatuba e Paraty e o Quilombo Urbano da Fazenda da Roseira em Campinas. Lá encontramos a sabedoria de homens e mulheres que nos ensinam que sem união não conseguimos ir a parte alguma, que a maneira de educar as crianças é o que existe de diferente no Quilombo. No museu Afro refletimos sobre a importância de não ver a realidade de uma maneira mistificada, quando romantizamos a realidade criamos novamente discriminação. A importância de um espaço onde cada pessoa possa se expressar e desenvolver suas potencialidades é um desejo de muita gente. A referência do Quilombo marca mais esse sonho. Existem vários quilombos: um Quilombo real, um quilombo imaginário, um quilombo jurídico, um Quilombo antepassado e um quilombo porvir. Todos convivem e nos instigam a seguir pensando sobre o tema, em busca de novas experiências para tentar responder a nossas inquietações e desafios. E sabemos que novas perguntas surgirão.

Utilize este espaço caso queira abrir inscrições para Agentes Culturais cadastrados na plataforma.

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