Companhia Antropofágica

Grupo de teatro de São Paulo criado em 2002 cujo principal eixo de pesquisa é a incorporação da antropofagia como princípio criador e motivador de seu processo sócio-artístico. Composto por trinta integrantes entre atores, músicos e pesquisadores, realiza espetáculos, oficinas e estudos em sua sede Pyndorama, espaços culturais, escolas públicas e ruas da cidade de São Paulo.

Site: http://www.antropofagica.com/

Email: contato@antropofagica.com

Telefone Público: (11) 3871-0373

Endereço: Rua Turiassu, 481 , Perdizes, 05005-005, São Paulo, SP

CEP: 05005-005

Logradouro: Rua Turiassu

Número: 481

Complemento:

Bairro: Perdizes

Município: São Paulo

Estado: SP

Zona: Oeste

Subprefeitura: LAPA

Distrito: PERDIZES

Descrição

A Antropofágica, em 15 anos de trabalho, pôde definir campos de interesse comuns ao coletivo, um dos motivos que nos permite manter um trabalho conjunto contínuo. Dentre esses pontos, ressalta-se uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, de variedades e heterogeneidades: muito propicias ao princípio da antropofagia que nos move.

Contemplada por seis vezes pelo “Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo”, e em 2014 e em 2017 pelo “ProAC Festivais”. Indicada em 2013 ao “Prêmio Shell” com as “Máquinas de Intervenção Urbana - Karroça Antropofágica”, e indicada e premiada em diversas categorias pelo Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, a Companhia Antropofágica vem se destacando no cenário teatral, desde 2002 a partir da pesquisa e incorporação da antropofagia como princípio criador e motivador de todo o processo sócio-artístico.

Ao longo de seus quinze anos a Antropofágica realizou:

2002/2003 – “Macunaíma no País do Rei da Vela” a partir de textos de Oswald de Andrade e de Mário de Andrade e “A Tragédia de João e Maria – Teatro da Deformação” para o público adulto estudo relacionado às distorções, degradações e flagelos, o espetáculo participou em 2005 do Festival FRINGE em Curitiba.

2004/2005 – Em 2004 inaugura sua sede “Pindorama” na Rua Barra Funda, 555, onde passa a realizar a “Oficina do Ator Antropofágico” e Saraus: 50 anos da Morte Oswald de Andrade, Contação de Histórias, Dias Clowns e o espetáculo: “Prometeu: Estudo Nº1.1” a partir de uma pesquisa sobre a estrutura dramática da tragédia e em função do estudo da obra Vigiar e Punir, de Michel Foucault, em 2005 participou do Festival FRINGE em Curitiba. No início de 2005, sem apoio financeiro para dar continuidade à sede, passa a realizar suas atividades inclusive a “Oficina do Ator Antropofágico” no Tendal da Lapa e no Parque da Água Branca.

2006 – “Os Náufragos da Rua Constança: homo capitas no sapiens”, inspirado no filme O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel, e em duas grandes áreas de interesse do grupo: a questão do modus vivendi burguês e a imersão no surrealismo e no teatro de Tadeusz Kantor. No Tendal da Lapa apresenta o processo da “Oficina do Ator Antropofágico”.

2007 – Inaugurou sua sede, o “Espaço Pyndorama”. Surge o “Núcleo Py” de formação de atores (existente até os dias atuais). Realiza temporada “Os Náufragos da Rua Constança: homo capitas no sapiens”, e “Panorama do Fascismo” esse com o “Núcleo Py”.

2008/2009 – Dá início a “Trylogia Terror e Miséria no Novo Mundo”, a fim de pesquisar os períodos Colônia, Império e República da história brasileira que culminou no espetáculo: “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte I: Estação Paraíso”. Apresentações de “Zumbi or not Zumby” de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri com o “Núcleo Py” no “Pyndorama”, escolas estaduais e Fundação Casa.

2010 – O grupo realiza sua primeira “Máquina de Intervenção Urbana”, a “Karroça Antropofágica”, a partir do conceito das máquinas de Tadeusz Kantor e inspirada nos Tropeiros do Brasil Império. Como parte de sua pesquisa de linguagem, realizou um ciclo de estudos teóricos e práticos sobre o teatro de Tadeusz Kantor com o professor e pesquisador Michal Kobialka e atriz Ludmila Ryba. A “Oficina do Ator Antropofágico” passa a ser realizadas em escolas da rede pública estadual de ensino (trabalho que continua até os dias atuais). Apresentações de “Mas afinal, o que é Liberdade” de Flávio Rangel e Millor Fernandes o “Núcleo Py” no Pyndorama.


2011 – Estreia a segunda parte da Trylogia: “Entre a Coroa e o Vampiro - Terror e Miséria no Novo Mundo Parte II: O Império”. Dá continuidade às atividades: “Oficina do Ator Antropofágico”, “Karroça Antropofágica”.

2012 – Estreia o “Kabaré Antropofágico”, inspirado na dramaturgia de formas híbridas do teatro de revista e em referências já consolidadas do grupo como Bertolt Brecht, Maiakovski e Augusto Boal. As “Máquinas de Intervenção Urbana” seguiram com a “Karroça Antropofágica”, e com a pesquisa e criação das “Máquinas de Leitura”. No final desde mesmo ano leva ao público a terceira e última parte da trilogia: “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte III: Autópsia da República”.
Também no ano de 2012, o grupo realiza a “Intervenção 22” no Theatro Municipal, comemorando junto com outros grupos da cidade o aniversário de 90 anos da Semana de Arte Moderna de São Paulo.

2013 – Realiza no Espaço Pyndorama a “Mostra de Repertório: Antropofágica 10 Anos”, com apresentações de 8 peças da trajetória da companhia, e durante a qual a “Trylogia Terror e Miséria no Novo Mundo” foi apresentada pela primeira vez em conjunto. Dá início ao projeto que tem como eixos de pesquisa o gênero fantástico, consciência enlatada e teatro de feira. Nesse projeto, o grupo amplia a pesquisa das “Máquinas de Intervenção Urbana” com a criação do “Fiteiro Antropofágico” e do “Teatro Passeio”, além de realizar novas intervenções com a “Karroça Antropofágica” e com as “Máquinas de Leitura”, as quais passam a ser permanentes no processo de investigação e criação da Companhia. Realiza junto à Companhia do Latão no SESC Pompeía em Homenagem a Augusto Boal a “Karroça Antropofágica”. Em janeiro publica sua própria revista a “Bucho Ruminante N°0”. Apresentações de “Via Crucys a Brazyleira” adaptação do texto O Pagador de Promessas de Dias Gomes representado pelo “Núcleo Py” no Pyndorama.

2014 – Em referência à I Feira Paulista de Opinião, dirigida por Augusto Boal em 1968, realiza no Tendal da Lapa a “II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião” que reuniu cenas, canções e intervenções de aproximadamente 80 artistas entre eles participantes da Feira de 1968. Ainda neste ano inspirado pelo texto de Bertolt Brecht e pelo formato de feira realiza no Circo da UNESP o espetáculo “Mahagonny, Marragoni – Suíte Antropofágica Nº1: Mutato Nomine De The Fabula Narrator”, com estreia em maio e temporada em junho, novembro e dezembro 2014. Realizou apresentações em escola municipais de São Bernardo do Campo do espetáculo “Macunaíma no País do Rei da Vela”, participou de homenagem ao dramaturgo Chico de Assis apresentando o seu espetáculo: “Furo no Casco” realizando também temporada no Pyndorama. Em junho publica a revista “Bucho Ruminante N°1”. Apresentações de “O Grande Circo da Ideologia” texto da Companhia do Latão representado pelo “Núcleo Py” no Pyndorama.


2015 – Realiza em junho no Memorial da América Latina a “II Feira Antropofágica de Opinião” com a participação de 40 grupos de teatro, 02 artistas plásticos, 02 poetas e 04 apresentações musicais. Contemplada na 25ª edição do Fomento realiza “Máquinas de Intervenção Urbana: Karroça Antropofágica”, “Fiteiro Poético”, “Teatro Passeio” e “Máquinas de Leitura” em locais públicos da cidade de São Paulo. A pesquisa se desdobra em dois eixos temáticos: o gênero terror e o universo de vagabundos que resultaram nos experimentos cênicos: “M – Isso não é uma Peça Feminista” dramaturgia de Mei Hua e “Estudo para o Terror” dramaturgia de Rogerio Guarapiran, apresentadas em julho. Realizou a “Máquina de Processo” de janeiro a junho chamada “Almanaquy Antropofágico”. Apresentações de “Zumbi or not Zumby” de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri com o “Núcleo Py” no Sarau Jacuba e escolas estaduais.
Em dezembro estreou “Vyridiana dos Desafortunados” inspirado no filme Viridiana, de Luis Buñuel e publicou a revista “Bucho Ruminante N°2”. Ainda em 2015 participou da exposição “Máquina Tadeusz Kantor” no Sesc Consolação, durante a qual estreou o espetáculo “Desterrados - Ur Ex Des Machine” que ficou em temporada de outubro a novembro no Teatro Anchieta.

2016 – Participa do I Curto-Circuito dos Teatros Independentes de SP idealizado pelo MOTIN em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Apresenta “Kabaré Antropofágico” em Sumarezinho e no Espaço Maquinaria, sede do Teatro de Narradores. É contemplada pela 28ª edição do Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo com projeto [Tram(a)ntropofágica]. Neste projeto, inicia a pesquisa dos 15 anos de trabalho do grupo, através da realização de temporadas de todos os trabalhos realizados. De setembro a dezembro, realizamos as temporadas das peças Trylogia Terror e Miséria no Novo Mundo - Partes I, II e III; do Programa I: Brazyleirinhas QY, composto pelas peças O Grande Circo da Ideologia (com o Núcleo Py), Furo no Casco, Estudo para o Terror e M. [Isso não é uma peça feminista], todas no Espaço Pyndorama. Voltamos com a peça A Tragédia de João e Maria - Teatro da Deformação para a sede do grupo parceiro Companhia do Feijão. Realizamos apresentações da peça Macunaíma no País do Rei da Vela no CEU Alvarenga e no CEU Inácio Monteiro. Retornando a sede do grupo, encerramos os trabalho deste ano com apresentações de Prometeu: Estudo Nº 1.1.

2017 - Dando sequência a [Tram(a)ntropofágica], realiza pela primeira vez apresentações no Centro Cultural São Paulo, com a temporada de Desterrados - UR EX DES MACHINE, na Sala Jardel Filho. Voltando ao Espaço Pyndorama, leva a público o Programa II: Buñuel, composto pelas peças Vyridiana do Desafortunados e Os Náufragos da Rua Constança: homo capitas no sapiens. O Núcleo Py também realiza temporadas das peças Panorama do Fascismo e Mas afinal o que é a liberdade? Encerrando as apresentações do repertório, realiza a temporada de Mahagonny, Marragoni – Suíte Antropofágica Nº1: Mutato Nomine De The Fabula Narrator, na sede do grupo parceiro Engenho Teatral. Seguindo com a pesquisa que culminará no novo espetáculo do grupo, realiza três Almanaquys Antropofágicos, com os grupos convidados Grupo Teatral MATA, Grupo Clariô e Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes. Ainda dentro da [Tram(a)ntropofágica], realiza apresentação da peça Macunaíma no País do Rei da Vela no CEU Heliópolis. Em Setembro, a Antropofágica realiza suas mais novas Máquinas de Intervenção, a Bryk-A-Brak - Teatro Exposição Popular, nas ruas da cidade de São Paulo, e a Anti-Expo-Fágica, no Espaço Pyndorama. Estreia em Setembro seu mais recente espetáculo, OPUS XV com curta temporada no Espaço Pyndorama.
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